quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

A luta do Partido do Trabalho da Coreia contra o Revisionismo


“O povo da Coreia defenderá e preservará os princípios revolucionários do PTC (Partido do Trabalho da Coreia). Formando na Ideia Juche, o PTC fortalecerá o povo coreano através das linhas políticas revolucionárias do partido, de alto orgulho e dignidade nacional, colocando em marcha nosso espírito revolucionário de autossuficiência e nosso afeto revolucionário pelo nosso princípio “Vivamos ao nosso estilo”.

Tal como fora exposto pela dirigente comunista russa Ninva Andreeva no seminário sobre a Ideia Juche celebrado em 1995, em Copenhagen, ao contrário da conhecida posição albanesa e chinesa acerca do revisionismo, se desconhece totalmente a minuciosa crítica feita contra o revisionismo moderno pelo Partido do Trabalho da Coreia.

O Partido do Trabalho da Coreia levou a cabo a luta contra o revisionismo a partir de uma posição própria. A posição do PTC parte da analise do famoso XX Congresso do PCUS, como o início do revisionismo moderno, ao contrário da visão daqueles que consideram o revisionismo como um fenômeno nascido na década de 80 e diretamente associado à figura de Gorbachev.

O novo secretário geral do PTC, camarada Kim Jong Il, afirmou em 1995 que “o processo de degeneração e colapso começou com a aparição do revisionismo moderno que denegriu o líder e a vanguarda revolucionária e distorceu e vilipendiou as ideias revolucionárias da classe operária”.

O PTC define o revisionismo como a negação da figura dirigente do partido marxista-leninista no processo revolucionário, assim como a renuncia da ditadura do proletariado e também uma veemente oposição ao fenômeno da luta de classes.

Isso significa na prática o abandono da luta contra o imperialismo e, portanto, representa um compromisso com ele. O revisionismo alimentou uma fictícia ilusão em relação ao imperialismo e freou o processo de libertação social e nacional dos povos revolucionários em todos os sentidos.  O PTC afirma que, com o propósito de alcançar o seu odioso objetivo, o revisionismo se concentra em atacar a figura do líder, figura máxima do processo revolucionário, tentando minar sua autoridade e danificar o seu prestígio.

O PTC lançou o seu ataque contra o revisionismo em 1955. O PTC advertiu que a luta contra o revisionismo estava intimamente ligada à defesa da independência, evitando a tentativa de outras nações de assumir como próprias os princípios Juche.

Neste sentido, o camarada Kim Il Sung afirmou em sua obra Nossa Revolução Juche: “Em 1955 o nosso partido estava decidido e capacitado para estabelecer os princípios jucheanos, em um persistente e enérgico impulso de oposição como nunca antes havia realizado. O ano de 1955 representou o ponto de partida do nosso partido na luta contra o dogmatismo. Se inicia nesse ano, de fato, nossa própria luta contra o revisionismo moderno que estava emergindo no campo socialista. Nossa luta contra o dogmatismo está relacionada com a luta contra o revisionismo moderno”.

O camarada Kim Il Sung, em seu famoso e célebre trabalho “A eliminação do dogmatismo e do formalismo e a implantação da Ideia Juche nas tarefas ideológicas”, de 23 de dezembro de 1955, afirma que uma facção do PTC, depois de uma visita a URSS, havia proposto que a RPDC diminuísse suas consignas contra o imperialismo norte-americano do mesmo modo que a URSS estava fazendo para diminuir a tensão internacional. Era uma manifestação inicial da intenção de uma facção dentro do PTC de propagar o revisionismo no seio do Partido.

Foi em 1956 quando as questões comentadas alcançaram o seu auge. Kruschev se mostrou no XX Congresso do PCUS como o campeão do revisionismo moderno – a partir desse momento o revisionismo aflorou em um grande número de partidos comunistas – e o imperialismo lançou uma feroz campanha anticomunista a nível internacional.

Na Coreia do Sul, o regime títere de Synghman Rhee começava seus ataques com a chamada “Marcha ao Norte”, no momento em que o PTC já havia alcançado o objetivo de reconstrução econômica após a devastação causada pela guerra. Dentro do Partido, a facção revisionista que estava
esperando uma oportunidade para derrocar o líder com apoio exterior de movimentos revisionistas.

De fato a “organização irmã” do PCUS no Terceiro Congresso do PTC – que estava encabeçada por L.I. Brezhnev – realizou um velado ataque contra o líder do PTC. Isso ocorreu no começo de Agosto, quando a camarilha tentava concretizar seu golpe com consignas chauvinistas e revisionistas. Seu desejo era renegar o papel da liderança do Partido e acabar com a ditadura do proletariado. Pretendiam eliminar os pressupostos do PTC que foram forjados na luta contra o imperialismo japonês. Em suma, sua intenção era declarar a RPDC como uma “nação neutra” pró-americana.

Porém, o camarada Kim Il Sung conduziu o golpe do povo contra a camarilha antirrevolucionária. O camarada Kim Il Sung atacou os fraccionistas e revisionistas na Conferência do Partido no dia 6 de Março de 1958. Sobre os fraccionistas, afirmou: “Nenhuma facção é melhor que outra. Todas foram forjadas a partir do mesmo molde; são produtos da influencia do capitalismo no proletariado da Coreia”.

Falando sobre o revisionismo, o camarada Kim Il Sung afirmou: “O imperialismo e seus servos revisionistas estão estendendo o revisionismo em oposição ao marxismo-leninismo e ao movimento comunista internacional. Isso está sendo produzido também em nosso país, por grupos contrários ao nosso partido, que utilizam tais ideias para seus próprios fins, rechaçando a liderança do Partido com o objetivo de renunciar a revolução e render-se ao capitalismo. Porém, não somente temos a necessidade de lutar contra o revisionismo por ele rechaçar o papel da liderança do Partido, mas também devemos combater de maneira consciente todos aqueles que preparam o terreno para o revisionismo”.

Dirigindo-se aos soldados da 109º Divisão do Exército Popular da Coreia no dia 25 de agosto de 1969, o camarada Kim Il sung diz: “O revisionismo pretende ‘atualizar’ o marxismo-leninismo. Se consideram marxistas mais audazes que Marx e Lenin. Em muitos países se está instalando esta tendência. Afirmam a necessidade de chegar a uma coexistência pacífica com o imperialismo norte-americano”.

No começo da década de 60, o camarada Kim Il Sung sustentou que a luta contra o revisionismo moderno era a prioridade do partido, tal como afirmou o 4º Congresso do PTC. No dia 8 de Março de 1962, na terceira reunião plenária do Comitê Central do PTC, o camarada Kim Il Sung afirma que a luta contra o revisionismo a tarefa chave no trabalho do Partido. De maneira clara expos a verdadeira natureza do revisionismo moderno: as origens do revisionismo estão na aceitação da influência burguesa na vida cotidiana e a rendição frente as pressões externas de caráter imperialista. Tanto o revisionismo clássico como o contemporâneo possuem a mesma essência e os mesmos fins. Ambos renegam os princípios do marxismo-leninismo e pregam a renuncia aos esforços revolucionários com o pretexto de que os tempos mudaram.

Nessa época, o jornal Rodong Sinmun, órgão do PTC, publicou vários artigos que atacavam o revisionismo – destaque para o artigo “Apoiemos a libertação nacional” de 1962 e “Defendamos o campo socialista”, publicado em Outubro de 1962. Esses dois artigos foram traduzidos em diferentes idiomar e circularam por toda Coreia.

Na Coreia foi levada a cabo uma campanha de luta contra o revisionismo contemporâneio. O camarada Kim Il Sung alertou aos soldados da Infantaria sobre os perigos do revisionismo, e fez o mesmo com a Liga Socialista de Jovens Trabalhadores e outras organizações de massas.

No decorrer da década de 60, o revisionismo havia se convertido em motivo para sérios enfrentamentos dentro do movimento comunista internacional. O camarada Kim Il Sung e o Partido do Trabalho da Coreia se opuseram firmemente contra o revisionismo, ao mesmo tempo que mantinha sua defesa da necessária unidade do movimento comunista internacional. Em Outubro de 1966 ocorre uma conferência especial do PTC. Na dita conferência o Camarada Kim Il Sung atacou o revisionismo: “O revisionismo contemporâneo modifica substancialmente o marxismo-leninismo e paralisa seus princípios revolucionários com a desculpa de uma “mudança de situação” e “desenvolvimento criativo”. O revisionismo rechaça a luta de classes e a ditadura do proletariado. Reivindica que a classe operária lute contra o imperialismo, enquanto cria uma falsa imagem do imperialismo para obstaculizar o processo revolucionário do povo em prol da libertação nacional”.

Porém, Kim Il Sung reflete também sobre o fenômeno do oportunismo de esquerda surgido no movimento comunista internacional: “Devemos lutar contra o oportunismo de esquerda e contra o movimento oportunismo. Pretende reformar o movimento comunista acusando de dogmatismo ao marxismo-leninismo e tirando de contexto seus ensinamentos. Leva a cabo rações radicais sob slogans “ultra-revolucionários”. Isso provoca de fato o divórcio do partido em relação as massas, dividindo as forças e possibilitando o ataque do nosso principal inimigo”.

Da mesma forma, Kim Il Sung assinala que a luta contra o oportunismo tanto de esquerda como de direita está intimamente ligado a luta pela unidade do campo socialista e pela coesão do movimento comunista internacional, advertindo ao mesmo tempo em que a luta contra o revisionismo contemporâneo está ligada a defesa da independência nacional, devido ao perigo inerente que o revisionismo representa para a manutenção da independência nacional. Assim, afirmou, “se carecemos de independência e identidade e nos equivoquemos no rumo nesse momento, nossas políticas não perdurarão e perderemos nossos princípios básicos. Não se trataria de um problema temporário, mas sim um dano irreparável para a nossa revolução e sua construção, e se infligiria um grave dano ao movimento comunista internacional.

O camarada Kim Il Sung combinou a luta contra o revisionismo com o combate contra o imperialismo norte-americano. Muitos dos escritos do camarada Kim Il Sung tratam o problema do imperialismo dos Estados Unidos.

No começo da década de 70, o PTC renovou seu compromisso na luta contra o revisionismo contemporâneo. No Vº Congresso do PTC celebrado em Novembro de 1970, o camarada Kim Il Sung diz: “Devemos continuar intensificando nosso trabalho ideológico de luta contra o revisionismo, através dos membros do partido e dos trabalhadores”.

Se levou a cabo uma enérgica campanha contra o revisionismo. Em Fevereiro de 1971 o jornal Rodong Sinmun, assim como outros periódicos da República Popular Democrática da Coreia, publicaram um artigo chamado “Apoiemos a ditadura do proletariado e a democracia proletária”. Dito artigo foi editado pelo serviço de publicações em língua inglesa da RPDC e retransmitido através do serviço de língua inglesa da Rádio Pyongyang.

Entre outras questões, o citado artigo comentava recentes acontecimentos ocorridos em certos países socialistas em que o povo se voltou contra o partido e seus governantes, ficando comprovado o abando em ditos países da ditadura do proletariado. O artigo apresenta a ditadura do proletariado como uma questão chave: “Se assume ou se renuncia a ditadura do proletariado, se apoia a ditadura do proletariado ou pelo contrário a abandona, se aplica critérios para distinguir o marxismo-leninismo do revisionismo: está é a diferencia entre apoiar a revolução ou apoiar a contra-revolução”.

Aponta o imperialismo como inimigo declarado da classe operária, enquanto o oportunismo encobre o inimigo da classe operária e espera poder atacar a ditadura do proletariado. O artigo segue dizendo: “O inimigo mais perigoso do marxismo-leninismo, da ditadura do proletariado, do trabalho do movimento comunista internacional, é o revisionismo que vive oculto sob a máscara do marxismo-leninismo. Os revisionistas que são inimigos da causa da classe operária tentam reconstruir a democracia burguesa frente a democracia do proletariado, opondo-se a ditadura do proletariado. A ditadura do proletariado e a democracia são historicamente o ponto de enfrentamento entre o revisionismo e o marxismo-leninismo.

Desse modo, tal como explicava o camarada Kim Il Sung em finais de 1971, ainda que o revisionismo fora multilado graças aos esforços empreendidos pelos partidos marxistas-leninistas em todo o mundo, o perigo ainda existe dentro do movimento comunista internacional, pelo que o PTC se manteve vigilante na década de 70 e oitenta contra o revisionismo

O camarada Kim Jong Il é atualmente o novo Secretário-Geral do PTC, que já vê despontava na década de 70 como um grande líder do PTC pelo seu especial afinco na necessidade de preservar a luta contra o revisionismo. Na sua intervenção ante os resposáveis da Comissão de Agitação e Propaganda do Comitê Central do PTC no dia 25 de Dezembro de 1978 manifestava: “O revisionismo é um reflexo da ideologia capitalista que foi introduzida dentro do movimento comunista internacional. Se trata de um perigoso movimento contra-revolucionário. É necessário que aportemos elementos de reflexão para compreender a essência do revisionismo, quais são suas teorias econômicas, políticas e ideológicas de caráter errôneo, para podermos lutar contra ele com maior vigor.

Em meados e finais da década de 80 apareceu a mais perigiosa e destrutiva forma de revisionismo contemporâneo na figura do “gorbachovismo”. El camarada Kim Il Sung, o grande líder da Revolução Coreana, foi um dos primeiros líderes do mundo socialista em adverti-lo e denunciá-lo. Em Dezembro de 1986, na Assembléia Suprema do Povo, afirmou: “O governo do povo deve preservar-se das venenosas ideias do capitalismo e do revisionismo e lutar de maneira decidida contra as agressões que se querem afligir ao nosso sistema socialista”. O camarada Kim Il Sung elaborou o conceito da vitória definitiva do socialismo como via para assentar um golpe contra o revisionismo.

Durante um encontro com oficiais da seção econômica, em 3 de Janeiro de 1987, o camarada Kim Il Sung realizou a seguinte analise da posição da RPDC frente o conjunto do mundo socialista: “O revisionismo contemporâneo surgiu no seio do movimento comunista internacional e trouxe enormes dificuldades para nossa revolução. Com o pretexto de “reforma” e “reorganização do socialismo”, o revisionismo moderno segue o caminho do capitalismo e abandona os princípios do internacionalismo. Isto representa, na verdade, uma dificuldade em nossas expectativas de cooperação baseadas no internacionalismo e na construção do socialismo. Isto é ruim, pois exerce sobre nós uma perniciosa pressão pelo fato de não seguirmos uma linha equivocada, uma linha política revisionista”.

Falando com funcionários da industria química, em 20 de Março de 1987, Kim Il Sung afirmou: “Os funcionários devem opor-se energicamente ao revisionismo e estabelecer hábitos revolucionários em seu estilo de vida. Nós devemos viver ao nosso modo em todo momento, sem criar ilusões forjadas pelo revisionismo ou por reformas políticas que estão ocorrendo em outros países. Em especial, os funcionários em postos de responsabilidade, a medula de nosso Partido, não devem vacilar de nenhum modo. Eles não devem falhar, pois devemos viver ao nosso modo”.

Deste modo, o slogan “Vivamos ao nosso estilo” foi criado como forma de combater o revisionismo na década de 80. Kim Il Sung, com sabedoria e clareza, afirmou: “Para que nossos dirigentes nos livrem do revisionismo e do reformismo e possamos viver de acordo com o nosso próprio estilo, devem estar firmemente armados com a ideia juche de nosso partido”.

Assim, a poderosa campanha “Vivemos ao nosso estilo” para lutar contra o revisionismo foi apoiada pelo PTC em finais da década de 80. Especialmente importante foi a incidência de tal campanha no âmbito do desenvolvimento revolucionário da cultura nacional. Quando o socialismo desmoronou no Leste Europeu em 1989, o PTC permaneceu firme como uma rocha e foi capaz de desenvolver com êxito o XIII Festival da Juventude e dos Estudantes.

O PTC lutou contra o revisionismo contemporâneo, ao mesmo tempo em que trabalhava para estabelecera Ideia Juche com o objetivo de manter a independência. A Ideia Juche é uma ideologia própria baseada no conceito de que as massas são donas da revolução e da construção. Para que o povo possa assumir o papel de protagonista da revolucção, deve basear sua ação na criatividade e independência. O povo necessita de um partido revolucionário que não seja cópia de nenhum outro partido político, sem deixar os aspectos positivos de outras organizações e partidos estrangeiros. Kim Il Sung afirmou na época:

“Devemos estabelecer os princípios Juche no sentido de desenvolver e construir a revolução em um só país baseando-nos na atitude de sermos protagonistas – dominadores. Isto implica apoiarmo-nos na independência e abandonar a dependência, depender somente de nossas próprias mentes, de nossos esforços, e formamos um espírito de autosuficiencia, sendo capazes de resolver nossos problemas através de nossa própria capacidade e responsabilidade. Isto é, abandonar o dogmatismo e apoiarmo-nos na criatividade, nos baseando nos princípios universais do marxismo-leninismo junto com a experiência de outros países, porém tendo em conta as peculiaridades de cada um”.

“A Ideia Juche significa que o PTC se soma a linha de independência política, autosuficiência econômica e autodefesa. Desse modo, o PTC poderá resolver todos os problemas levando a cabo a revolução e construindo-a através de nossa ideologia e nossas crenças, sob nossa responsabilidade e sob os princípios de auto-confiança em nossa própria via para resolver todas as situações em prol do melhor interesse da revolução norte-coreana.

“O PTC é totalmente contrario a intervenção das grandes potencias, dogmas ou ideias relacionadas com forças estrangeiras, e rechaça categoricamente qualquer intervenção ou pressão estrangeira – seja dos grandes países socialistas, dos Estados Unidos e do Japão imperialista-. O PTC, guiado pelos princípios jucheanos, poderá estabelecer teorias e princípios construídos coletivamente e limpar o difícil e duro caminho da construção da revolução coreana.

“Assim, aderindo estritamente a ideia Juche a linha da independencia, o PTC e o povo coreano não vacilará em se armar contra o revisionismo defendendo e dando maiores glórias ao estilo socialista da Coreia”.

Dermot Hudson
Grupo de Estudos da Ideia Juche – Inglaterra, 8 de Dezembro de 1999

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Em marcha a maquinaria de guerra imperialista pós-Olimpíadas


Os Estados Unidos desafiam abertamente a atmosfera de apaziguamento da situação da Península Coreana que foi criada graças às medidas pacíficas e sinceras da República Popular Democrática da Coreia.

Há pouco tempo, a camarilha de Trump anunciou por meio do encarregado de negócios a.i. na Coreia do Sul que serão efetuados normalmente em nível habitual os exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul assim que terminar os Jogos Olímpicos de Inverno e que não se discute mais a possibilidade de o adiar novamente.

O reinicio do treinamento de guerra é um ato insano e provocativo para acabar com a paz na Península Coreana e obstruir os esforços ativos da RPDC e a aspiração da sociedade internacional pelo alivio da tensão e atmosfera pacífica.

Isso demonstra que a maquinaria de guerra dos EUA começou a se mover novamente.

É de conhecimento público que são ameaçadas gravemente a paz e a segurança de Península Coreana e é congelado em um instante o ambiente de reconciliação e cooperação Norte-Sul, cada vez que começam os exercícios militares conjuntos EUA-Coreia do Sul contra a RPDC.

O mais grave é que a camarilha de Trump anunciou a ampliação da possibilidade de usar as armas nucleares até mesmo em caso de uso de armas convencionais contra os EUA e seus países aliados, e ao mesmo tempo, introduz uma grande quantidade de equipamentos estratégicos nucleares na Península Coreana e em seu arredor.

Por esta razão, muitos meios de imprensa e especialistas do mundo expressam séria preocupação opinando que se os EUA põe em prática os exercícios militares conjuntos de grande envergadura depois do fim das Olimpíadas de Inverno, irritará sem dúvidas a RPDC, jogará água fria nas relações coreanas que mostram sinal positivo e colocará novamente no extremo a situação regional.

Já declaramos que responderemos aos atos que perturbam a paz e a segurança da Península Coreana.
Isto não é uma ameaça retórica.

Os EUA deve saber bem que embora sejam muito valiosos o melhoramento das relações intercoreanas e o ambiente pacífico, o exército e povo coreano não ficará de braços cruzados ante às ações encaminhadas a violar a plena luz do dia a segurança e os interesses de um Estado soberano e intervir em seus assuntos internos.

Responder a provocação com o contra-ataque imediato: esta é a posição de princípio e a vontade inabalável do exército e povo coreano.

A RPDC, que emergiu com um Estado estratégico, não dará nenhum passo atrás no caminho de defender a independência e a justiça.

Os companheiros de Trump terão que tomar uma opção responsável refletindo seriamente sobre as consequências catastróficas de suas ações belicosas.

da KCNA

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Bando de Trump tenta sabotar clima de reunificação da Coreia nas Olimpiadas


O bando do Trump está muito atordoado pelo clima de reconciliação entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul que se amplia pelos XXIII Jogos Olímpicos de Inverno.

Isto se comprova por seus recentes truques vis. Hoje em dia, a mídia norte-americana da imprensa divulga as opiniões públicas intrigantes da "possibilidade de fuga" dos membros da RPDC, enviados ao sul da Coreia.

Por exemplo, as estações de rádio norte-americanas, a CNN e a CBS, transmitiram na quinta-feira passada o absurdo de que mais de 500 membros da Coreia do Norte estão no "Sul da Coreia, vizinho rico e livre mais do que o Norte" e que estão sob vigilância rigorosa das autoridades norte-coreanas pela possibilidade de "escapar do Norte" durante o período das Olimpíadas.

Cacarejaram que no passado também alguns esportistas da Coreia do Norte tentaram a "fuga" no meio das competições internacionais e que, se este caso for repetido no presente compromisso, o Norte ficará perplexo e, ao mesmo tempo, as autoridades sul-coreanas se colocarão em situação embaraçosa.

Para piorar as coisas, para atacar a alma pura dos membros de nossos grupos, falam ante da imprensa, que os esportistas estariam comentando sobre "vigilância 24 horas" e  que "vieram ver a vizinha rica e democrática".

Não há dúvida de que tais sofismas da CNN e da CBS se tornam uma farsa contra a RPDC, orientada pelo controle e incitamento do bando de Trump como a Agência Central de Inteligência que está atordoada pelo ambiente atual das relações inter-coreanas para a reconciliação e unidade da nação coreana.

Em sua recente mensagem de Ano Novo, Trump denunciou violentamente a RPDC com o problema dos "Direitos Humanos" e se comportou como louco encontrando os "fugitivos da Coreia do Norte". Além disso, o vice-presidente dos EUA, Pence, que visitou a Coreia do Sul, ofendeu a RPDC visitando "Cheonan Ship Memorial House", juntamente com a escória humana que traiu a Coreia Popular.

A loucura do bando de Trump que atuou para transformar as Olimpíadas, símbolo da paz, no lugar do confronto fratricida, revela o aspecto sujo do rei das conspirações e tramas.

A situação da gangue de Trump é muito pobre, e depois de blefar falando sobre "na véspera da tempestade" ou "fogo e raiva", agora recorre a enganar, mobilizando até a escória humana.

A tragédia é que o bando de Trump atua imprudentemente sem ver a firme convicção do povo coreano no socialismo, seu poder espiritual baseado na unidade monolítica e a forte aspiração da nação coreana de melhorar as relações e a reunificação entre o Norte e o sul.

O bando de Trump deve abandonar o sonho absurdo do "colapso do sistema norte-coreano" que nunca pode ser alcançado.

E tem que saber bem que quanto mais os EUA manobrem para evitar a melhoria das relações inter-coreanas, quanto mais coreanos, incluindo os sul-coreanos, entenderão melhor a má natureza dos EUA, inimigos da paz e da reunificação da Península Coreana.

Os Estados Unidos não devem intervir mais nos assuntos internos da nação coreana.

da KCNA

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Para compreender corretamente o Nacionalismo

 

KIM JONG IL: Para compreender corretamente o Nacionalismo | goo.gl/eC8K2s

Ato humilhante


O Vice Presidente dos EUA, Pence, agiu detestavelmente quando visitou a Coreia do Sul para participar da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno.

Ao chegar na Coreia do Sul, ele fez declarações duras contra a reconciliação inter-coreana dizendo que "a desnuclearização da Coreia do Norte é um objetivo comum da Coreia do Sul e dos EUA" e chegou a dizer que "Trump quer por um fim no relacionamento inter-coreano assim que a flama olímpica apagar ".

Ele não tentou esconder que sua turnê na Coreia do Sul visava a campanha de difamação anti-RPDC, como ele disse em vários eventos oficiais antes da visita, dizendo ele iria participar das Olimpíadas de Phyongchang para evitar a campanha de propaganda da Coreia do Norte e ele lembraria aos outros que tipo de governo a Coreia do Norte é.

Durante sua visita, ele pediu às autoridades sul-coreanas que organizassem as coisas para que ele não se encontrassem com as autoridades norte-coreanas, espalhando rumores como se a RPDC tivesse "sede de diálogo com os EUA", tentando nitidamente esconder sua face de derrotado.

Sua agitação por confronto, guerra e tramas contra a RPDC mesmo nos Jogos Olímpicos é um comportamento vergonhoso de quem não consegue entender a situação por ter o cérebro lavado como um servo de Trump

Os deputados da oposição dos EUA não deram aplausos de pé ao discurso recente de Trump e o apelidou de "traidor" e "não-estadunidense", desencadeando uma tempestade de protesto na mídia, enquanto Pence atuou precipitadamente em uma festa de outro país.

Todos esses atos humilhantes são um perfil da atual administração dos EUA.

Por Choe Yong Nam, no Pyongyang Times

Vida patriótica do grande homem sem igual


O Dirigente Kim Jong Il dedicou toda sua vida à dedicar-se ao povo.

Pode ser bem evidenciado pelo fato de ter apresentado a melhoria da vida do povo como o princípio supremo a ser adotado nas atividades do Partido do Trabalho da Coreia e do Estado.

Há muitas histórias sobre o seu grande cuidado amoroso para o povo.

Na década de 1970, para melhorar mais a vida material e cultural do povo apresentou as 10 metas de produção de artigos de consumo popular e dirigiu sabiamente a campanha para modernizar e por em base científica os processos e os métodos de produção e construir novas fábricas da indústria leve, pondo em pleno funcionamento as fábricas de indústria leve já estabelecidas.

Na década de 1980 orientou a construção de moradias modernas de estilo coreano na Avenida de Changgwang e a construção de apartamentos modernos na parte central da capital, para renovar a fisionomia da cidade e registrar uma viragem decisiva na solução do problema de moradias.

No período da Marcha Árdua, na década de 1990, tomou as medidas para enriquecer a vida do povo e aplicar invariavelmente as políticas do partido e do Estado.

Desta maneira, pôs em prática em mais alto nível o sistema de ensino obrigatório gratuito, o de assistência médica gratuita geral e outras políticas populares, e investiu grande quantidade de dinheiro na construção de modernas bases produtoras da indústria leve e nas de alimentos e acondicionou excelentemente lugares pitorescos, lugares de recreação, teatros, cinemas e redes de serviço gastronômico.

Em meio à sanções e bloqueios incessantes dos imperialistas, o Partido do Trabalho da Coreia e o Estado avançaram um luta dinâmica para a melhoria da vida do povo acendendo as chamas do grande auge revolucionário seguindo o grandioso projeto de construção da potencia socialista.

Durante um longo tempo, foram materializados cabalmente os princípios máximos das atividades do PTC e do Estado, o que é impossível pensar sem a orientação sábia do Dirigente.

Continuará no futuro também a historia de amor do Dirigente ao povo, pois a RPDC conta com o Máximo Dirigente Kim Jong Un que igualmente aos líderes antecessores escreve a historia sagrada de dar a primazia às massas populares.

Do Naenara

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Declaração de representação coreana perante a ONU


Agora, os Estados Unidos tentam revogar a decisão do Comitê de Organizações Não Governamentais anexado ao Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (ECOSOC).


A este respeito, a representação coreana para a ONU publicou no dia 12
a declaração que segue:

Na reunião dessa Comissão, realizada a partir de 29 janeiro-7 fevereiro, foi rejeitada pela oposição de muitos Estados-Membros a aplicação d
o "Comitê dos EUA para os Direitos Humanos na Coreia do Norte" em seu estatuto consultivo. É porque esta entidade provocativa disfarçada como não-governamental brutalmente viola o espírito e os princípios da Carta das Nações Unidas e da resolução 1996/31 do ECOSOC violar a soberania da RPDC através das atividades financiadas e controladas pelo governo dos EUA para caluniar a dignidade da RPDC e derrubar seu regime.

A este respeito, o representante dos EUA na ONU publicado
no dia 5 de disparateando a declaração de protesto de que é embaraçoso para a ONU e que a decisão do Comitê será revertida na reunião do ECOSOC, a ser realizada em abril.

Os EUA são rejeitados por todos. Esta é a punição e reflete a vontade da sociedade internacional jamais tolerar a campanha de "Direitos Humanos" anti-RPDC nem a ingerência nos assuntos internos e arbitrariedade dos estadunidenses, que estão involucrados em outros países sob o pretexto dos direitos humanos. Além disso, atesta que os EUA são o pior infrator de direitos humanos no mundo e é o objeto de um rechaço mundial.

Bem, a publicação da declaração de protesto da representação norte-americana é absurda.

Para piorar as coisas,
os EUA ameaçam os países que rejeitaram o status consultivo da organização de "direitos humanos" anti-RPDC, que se torna um insulto e desafio à ONU e à sociedade internacional.

Recentemente, o presidente convidou um "
fugitivo norte-coreano" como um ouvinte de sua "mensagem do Ano Novo" e questionou a "questão de direitos humanos" inexistente da RPDC. E o vice-presidente disse que levará os pais de Otto Warmbier em sua visita à Coreia do Sul.

Tais comportamentos não são mais do que os esforços agonizantes daqueles que estão assustados com as medidas fortes da RPDC tomadas para fortalecer
suas forças armadas nucleares.

A tentativa dos EUA de atacar a RPDC, mantendo a campanha
de “direitos humanos” anti-RPDC, é um fato.

Antes de
mais nada, os EUA devem reconhecer a posição da RPDC como o Estado estratégico reconhecido em todo o mundo e agir com prudência.

Da KCNA

sábado, 10 de fevereiro de 2018

Joe Dresnok - a história do soldado norte-americano na Coreia Popular


Todos os dias, todas as semanas, todos os meses, somos bombardeados por informações que nos mostram supostas “fugas em massa” de países socialistas. Há 30 anos, ainda no auge da Guerra Fria, a propaganda anticomunista não poupava esforços: Fazia de tudo para mostrar o bloco socialista como um “inferno na Terra” do qual todos queriam fugir. Pois bem, mesmo depois de acabada a Guerra Fria e mesmo depois da queda URSS e do socialismo no Leste Europeu, a propaganda anticomunista promovida pelos meios de comunicação burgueses ainda persistem. Até hoje, faz parte do senso comum pequeno-burguês clichês como “Se Cuba é tão bom, por que todos fogem de lá?”, “Se o Socialismo é tão bom, por que não deu certo?”.

Tais clichês não resistem sequer à análise mais superficial, são fundamentos não em fatos concretos, mas sim em conteúdos completamente doutrinários e ideológicos, transmitidos também pelos meios de comunicação. Quem não se lembra da ridícula “reportagem” da Rede Globo ridicularizando a seleção norte-coreana com comentários preconceituosos e homofóbicos? Quem não se lembra da “fuga” dos quatro jogadores norte-coreanos, que em menos de setenta e duas horas depois foi desmentida pela própria Fifa? E o vídeo que vazou da Internet falando sobre a suposta “falsificação” do resultado do jogo de futebol entre o Brasil e a Coreia? Mesmo que estas mentiras tenham sido desmascaradas por nós mesmos aqui no Blog, o infeliz fato que devemos enfrentar é de que não existem forças contra-hegemônicas por parte da sociedade para fazerem frente a tais descompassos. Mesmo que nosso Blog tenha recebido mais de oitocentos visitantes, infinitamente maior é o número de pessoas que acessam o Youtube e assistem à Rede Globo.

O texto que será apresentado aqui por nós é daqueles do tipo que não aparecem nos meios de comunicação de massa como a Rede Globo ou a Veja. Esperamos que seja lido e que o leitor seja levado a refletir sobre certas “verdades absolutas” que aparecem constantemente nessas mesmas emissoras.


PEQUENA BIOGRAFIA DE JOE DRESNOK
James Joseph Dresnok (comumente conhecido como Joe Dresnok) nasceu em 1941 no estado da Virginia, nos Estados Unidos. É filho de Joseph Dresnok I (1917-1978) e teve um irmão chamado Joseph Dresnok II (1946-). Quando Joe Dresnok tinha apenas cinco anos de idade, a família se separou e o mesmo optou por viver com seu pai. Após a separação, mudou-se para a Pensilvania e perdeu contato com sua mãe e com seu irmão. Devido à má convivência com o pai, foi expulso de casa e depois se instalou num orfanato. Aos dezessete anos de idade, entra para o Exército. Logo após casar-se jovem com uma mulher norte-americana, é mandado para uma missão na Alemanha Ocidental durante dois anos.

Segundo seus comentários no documentário Crossing the Line, ele orgulha-se de ter amado-a e ter permanecido fiel a ela durante todo esse tempo. Porém, ao voltar para casa, descobre que sua esposa já estava em outro relacionamento. Frustrado, alista-se novamente no Exército e é mandado para a Coreia do Sul.

A FUGA
O que salta aos olhos, portanto, é a vida miserável vivida por Joe Dresnok nos Estados Unidos. Num país capitalista, órfão, sem os pais, sem uma família, sem amigos. Sua mulher o trai com outro homem após uma missão de dois anos na Alemanha Ocidental. Não havia nada que o pudesse motivar-lo a continuar vivendo nos Estados Unidos – “eu não tinha parentes, minha esposa me deixou, não havia nada que me trouxesse de volta para os EUA”, diz ele.

No dia em que o jovem soldado norte-americano desertou de sua base, ele iria sofrer sanções por parte do Tribunal Militar Norte-Americano por haver forjado a assinatura de um oficial com o intuito de se encontrar com uma mulher coreana com quem estava namorando. Seu superior disse que ele deveria vê-lo às três horas da tarde, e Dresnok “concordou”. Dentro desse contexto, sem qualquer outra decisão para tomar, com uma vida arrasada e sem quaisquer perspectivas, Joe Dresnok irá fugir para o único local que irá lhe oferecer uma perspectiva e um propósito de vida: A República Democrática Popular da Coreia. Dresnok toma em mãos uma escopeta e marcha para Zona Desmilitarizada da fronteira. Mesmo tendo que atravessar um campo minado, com o risco de perder uma perna ou um pé, Dresnok foge para a Coreia Socialista. “Tomei a decisão de cruzar a fronteira, estou caminhando para uma nova vida.”, diz ele.

Ao ver que Dresnok estava desertando, um soldado grita “Ei, Dresnok, alto!”. Então, Joe atira para cima para amedrontá-los. “Não me arrependo de tê-lo feito”, diz Dresnok.

Ao cruzar a fronteira, ele é capturado por um soldado do Exército Popular da Coreia, que a princípio quis matá-lo. Logo após o ocorrido, ele é levado para Pyongyang para ser interrogado, onde por sua vez será apresentado a Larry Abshier, um soldado norte-americano que havia desertado para a Coreia do Norte meses antes. Dentro de dezoito meses, dois membros do Exército dos Estados Unidos, o Sargento Robert Jenkins e o especialista Jerry Parrish, irão juntar-se a eles como os militares norte-americanos que desertaram da Coreia do Sul. O socialismo norte-coreano é posto ao teste e sua superioridade é provada.

 A VIDA NA COREIA SOCIALISTA
Durante sua curta estada em Pyongyang, o fato de ter sido apresentado a outros desertores norte-americanos na Coreia deixou Joe Dresnok bastante impressionado. “Eu não acreditei em mesmo, eu devia estar sonhando”, diz ele – De fato, os primeiros meses de Dresnok na Coreia do Norte não foram fáceis. “Roupas diferentes, uma ideologia diferente, uma forma ruim de as pessoas olharem para mim quando eu andava pela rua – ‘Ah, olhe lá aquele canalha norte-americano!’. Eu não queria ficar, eu não achava que poderia me adaptar”.

Depois de quatro anos no país, os soldados não conseguiam se adaptar. Tentaram ir à embaixada soviética para saírem da Coreia como exilados políticos. Porém, como haviam pertencido ao exército norte-americano, que já houvera cometido atrocidades históricas na península coreana, foi-lhes negada a saída do país.

Houve um consenso entre o governo de tentar de forma firme reeducá-los para que se adaptassem à vida socialista. Joe Dresnok, por sua vez, conformou-se com a situação e decidiu dedicar-se para se tornar um genuíno cidadão norte-coreano. “Pode ser uma ideologia diferente, pode haver costumes diferentes. Mas, cacete, irei trabalhar duro e irei aprender o modo de vida deles” – ele prossegue – “eu fiz tudo o que pude, aprender o idioma, conhecer as roupas que usavam, conhecer suas saudações, suas vidas... Eu tenho que pensar assim, agir assim... Estudei a sua história revolucionária, suas grandes virtudes, li sobre o Grande Líder. Pouco a pouco, comecei a compreender o grande povo que eram”, comenta Dresnok. De fato, mesmo que a passos lentos, os coreanos começaram a aceitar os norte-americanos, principalmente quando esses mesmos norte-americanos começaram a estrear em filmes revolucionários que fizeram grande sucesso no Norte. Em sua primeira atuação, em 1978, Dresnok interpretou o vilão brutal comandante norte-americano na Guerra da Coreia. “Não o considerei um filme de cunho propagandístico. Ao contrário, tive grande honra em atuar nele”, diz Joe. “Esta foi a forma de ele encontrar a ‘salvação’ na Coreia do Norte. Ele interpretou o papel do norte-americano malvado”, comenta um dos diretores do documentário Crossing the Line.

Dresnok gostou de ter se tornado uma celebridade. Além de ter estreado em dezenas de filmes produzido na Coreia, traduziu várias obras de Kim Il Sung para o inglês e, da mesma forma, ensina inglês em escolas do país. “Ensinei numa escola de línguas estrangeiras em 1986, usei todo meu conhecimento e meu esforço para ajudá-los, para ensiná-los. Vários campos educacionais, atualmente, chamam-me constantemente para dar palestra ou coisas do tipo”, diz Dresnok.

Na Coreia Socialista, Dresnok finalmente conseguiu aquilo que ele nunca teve nos Estados Unidos: Uma família de verdade. Ele casou-se com uma mulher da Europa Oriental e teve dois filhos, mas sua esposa morreu jovem. Depois se casou com uma mulher filha de uma coreana com um diplomata africano, mulher esta com quem também teve um filho. Os diretores do documentário Crossing the Line entrevistaram o filho mais velho de Dresnok, James, que atualmente estuda no Centro de Línguas Estrangeiras de Pyongyang. “Meu pai é norte-americano e eu tenho sangue norte-americano. Porém, como eu nasci aqui, eu me considero coreano” – e James continua – “eu comecei a aprender inglês para me tornar um diplomata [...] eu gostaria que existisse um mundo em que não houvesse guerras”.

VALEU A PENA?
Após 48 anos vivendo na Coreia Popular, num país socialista, Joe Dresnok faz o balanço de sua vida desde que entrou – não inicialmente com boas vindas – na Pátria de Kim Il Sung. Ele descreve-se como um cidadão de Pyongyang. “Eu não me considero um traidor dos Estados Unidos. Amo meu país, amo minha cidade. Em seus ensinamentos, Kim Il Sung escreveu que aqueles que amam seu país e sua terra podem se tornar comunistas. Ainda não sou um comunista, mas gostaria de me tornar um. [...] Eu digo que a Coreia é meu país porque estou aqui há 46 anos (no caso, Dresnok fazia tal comentário em 2008). Minha vida é aqui. Será que isso não basta?”. Ao ser questionado se gostaria de voltar aos EUA, diz: “Eu digo a você que sim, serei honesto com você. Eu gostaria de ver como anda o lugar. Mas como posso ir lá e fazer palhaçadas em frente ao governo norte-americano, que está armando a Coreia do Sul até os dentes?” – e, mais frente, continua – “eu quero que meus filhos tornem-se algo além de um homem alfabetizado [...] para ser honesto, minhas pernas estão tremendo. Nunca imaginei que algum dia na minha vida eu seria ator. [...] O Querido Líder Kim Jong Il cuida de mim, é um grande homem. Você sabia que a saúde é de graça na RDPC?”

No mais, os dias de Joe Dresnok ocorrem num estilo “carpe diem”: Pescando, fumando e bebendo. O governo dispõe a ele um pequeno apartamento no centro de Pyongyang. Referindo-se à crise alimentar pela qual passou ao país em meados dos anos 90 em razão da queda do bloco socialista em grande parte do mundo, ele diz: “Quando como meu prato de arroz, penso nas pessoas que morreram, que passaram fome até morrerem. Mas, ainda assim, me deram comida. Por que, enquanto milhares de pessoas morreram de fome, eles alimentam um norte-americano?”. Quarenta e oito anos depois da deserção, Dresnok não se arrepende de ter cruzado o campo minado e de ter ido para o desconhecido. “Sinto-me em casa, realmente sinto-me em casa”.

“Não tenho a intenção de sair do país por quaisquer motivos, nem se me oferecessem um bilhão de dólares eu sairia”, finaliza ele.

Blog Solidariedade à Coreia Popular

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

8 de fevereiro, dia do nascimento das forças armadas revolucionárias do Juche

 


O 8 de fevereiro é um dia histórico no qual a fundação do exército popular coreano foi proclamada.

Após a libertação da Coreia, o presidente Kim Il Sung, que considerou a fundação das forças armadas regulares como uma exigência indispensável de um Estado soberano, apresentou a linha de construí-los levando os combatentes antijaponeses como espinha dorsal e integrando os filhos das populares massas trabalhadoras.

Sob a sua direção, a Escola de Pyongyang, responsável pelo treinamento de quadros militares e políticos, foi fundada em 15 de fevereiro (1946) da Era Juche e em julho do mesmo ano, a Escola Central de Tabelas de Segurança onde os comandantes seriam treinados e a equipe técnica de diferentes tipos de armas e especialidades militares.

Em março de 1946, o grupo de aviação foi estabelecido na Escola Pyongyang e a Escola de Painéis de Segurança Marítima foi fundada.

O Centro de Treinamento de Segurança também foi organizado.

O presidente visitou a comuna de Phyongchon (naquele tempo) na cidade de Pyongyang no início de outubro de 1945 e apresentou o projeto para fundar o setor de defesa nacional.

Em junho de 1947, a primeira fábrica de armamentos do país foi construída lá.

Após esses preparativos, em 8 de fevereiro de 1948, o desfile militar ocorreu proclamando solenemente ao mundo inteiro a fundação do Exército Popular da Coreia, herdeiro da tradição da luta anti-japonesa.

A partir de sua fundação, o EPC fez méritos relevantes frustrando as incessantes ações de guerra do imperialismo norte-americano e cumprindo sua missão de defensor do partido e a revolução e criadora da felicidade do povo.

Ele abriu o caminho do declínio do imperialismo ianque, que se acreditava ser o "mais forte" do mundo, e forçou-o a assinar o ato de capitulação durante o incidente do navio espião armado "Pueblo".

Hoje, graças à liderança extraordinária do líder supremo Kim Jong Un, que propicia a era do esplendor das forças armadas revolucionárias, o EPC possui a aparência de fileiras capazes de responder a qualquer modo de guerra.

Da KCNA

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Ilusão acerca do imperialismo é um vírus mortal


A ilusão acerca do imperialismo torna impossível manter a independência na política e o autossuficiência na economia, diz Rodong Sinmun na sexta-feira em um artigo publicado.

Se um país está obcecado por ilusão sobre o imperialismo, sua soberania é violada e desviada e não escapará da destruição, diz o artigo, acrescentando:

A situação trágica no Iraque e na Líbia claramente provou isso.

Hoje, a política do braço forte dos imperialistas enfrenta o destino da desgraça.

Criar essa ilusão não é mais do que os esforços dos imperialistas da última hora para perceber sua ambição de dominar o mundo.

Se alguém não consegue discernir isso e abriga tal ilusão, vai por um caminho sem volta, além de ajudar os imperialistas a prolongar os dias restantes.

Os países que aspiram após a independência devem manter uma vigilância rigorosa e erradicar a menor ilusão sobre o imperialismo e aderir ao caráter Juche e ao caráter nacional.

É a lição da história e a verdade de que a ilusão sobre o imperialismo significa necessariamente a morte.

Da KCNA

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Rodong Sinmun exalta características revolucionárias do povo coreano


O povo coreano dedica todos os seus esforços à luta para promover o futuro da pátria mais radiante, superando todas as vicissitudes da história.

É assim que o diário Rodong Sinmun começa em um artigo publicado no dia 5 e continua:

As características revolucionárias do povo coreano que vivem para o futuro se manifestam em avançar sem hesitação no único caminho socialista, ao dedicar toda a sua abnegação às posições assumidas e ao aperfeiçoar suas tarefas.

Hoje, o povo coreano realiza uma ofensiva revolucionária geral para alcançar novos triunfos em todos os domínios da construção do poder socialista.

O povo coreano, mobilizado na campanha pelo aumento da produção e da criação, está disposto a sacrificar tudo pelo futuro.

Os desafios das forças hostis tornam-se cada vez mais atrozes, mas não podem impedir a marcha do povo revolucionário, possuidor da nobre concepção da vida.

Todos os membros do partido, oficiais e soldados do Exército do povo da Coreia e os trabalhadores continuarão a renovar e avançar para construir, o mais rapidamente possível, o paraíso socialista, o poder mais próspero do mundo, onde as pessoas levam uma vida feliz.

Da KCNA

sábado, 3 de fevereiro de 2018

Delegação da RPDC em Seul para jogos em PyeongChang-2018


A delegação da República Popular Democrática da Coreia (RPDC) às olimpíadas de inverno PyeongChang 2018 chegou hoje à Coreia do Sul em um voo que trouxe de volta a equipe local de esquiadores.

Won Kil-o, vice-ministro dos Esportes , encabeça a representação de 32 pessoas, que inclui três esquiadores alpinos, três esquiadores de fundo, dois patinadores artísticos e dois patinadores de velocidade em pista curta.

A esse grupo se somarão as 12 jogadoras norte-coreanas de hóquei sobre gelo que há uns dias treinam no Sul, pois as duas Coreias competirão em uma só equipe feminina nessa disciplina.

Os atletas do Norte se alojarão na vila olímpica de Gangneung, sede alternativa do evento internacional.

A participação de Pyongyang nos Jogos Olímpicos (9-25 de fevereiro) e Paralímpicos (9-18 de março) coordenou-se em três conversas bilaterais celebradas em janeiro na vila fronteiriça de Panmunjom.

Desses diálogos também foram acertadas as viagens recíprocas que fizeram delegações de ambos os estados nos últimos dias com o objetivo de revisar os lugares propostos em cada território para acolher eventos esportivos e artísticos conjuntos.

A aproximação na Península Coreana especificou-se depois que o líder da RPDC, Kim Jong Un, anunciou no início do ano a disposição de enviar uma representação de seu país à competição.

Como resultado, determinaram que os dois países desfilarão em um só bloco durante a abertura dos Jogos em 9 de fevereiro, sob a bandeira da Unificação Coreana.

Da Prensa Latina

Indústria metalúrgica norte-coreana


As empresas metalúrgicas mais destacadas do país são os Complexos de Aço Chollima e de Songjin, os Complexos Siderúrgicos Kim Chaek e de Hwanghae e o de Fundição de Metais Não Ferrosos de Tanchon.

Nos últimos anos eles se expandiram e introduziram equipamentos modernos e agora introduzem a tecnologia de controle numérico por computador.

O Complexo de Aço Chollima construiu vários fornos eléctricos de alta tensão e um centro produtor de ligas de aço e concluiu a obra de reconstrução do forno giratório Nº 3 da Fundição de Ferro de Posan e a instalação do separador de oxigênio de 550 metros cúbicos.

O Complexo Siderúrgico Kim Chaek criou um novo processo de produção de chapas de aço, equipado com o forno que é aquecido pela injeção de ar de alta temperatura e o dispositivo de compensação de potência reativa.

Rodong Sinmun condena boataria sobre celebração da RPDC


As fofocas questionando a comemoração do dia de fundação do exército da RPDC são muitas vezes ouvidas em solo sul-coreano.

A este respeito, o diário Rodong Sinmun lançou neste sábado o comentário que segue:

Desde meados de janeiro, a mídia conservadora coreana, incluindo Yonhap News, Chosun Ilbo, Choongang Ilbo e Tong-A Ilbo, começou a transmitir a fofoca que o "Norte está preparando uma parada militar em larga escala por ocasião do 70º aniversário da fundação do Exército Popular "e" este evento faz parte da intenção de maximizar os efeitos políticos da conclusão das armas nucleares".

Para a demagogia são também as figuras dos partidos de oposição, incluindo o líder do parlamento Kim Song Thae, o deputado Kim Yong Thae, os porta-vozes Jang Je Won e Jong Thae Ok, do Partido Free Korea e o representante Ryu Sung Min e o presidente executivo Ha Thae Gyong do Partido Parun.

Eles causam consternação por suas calúnias nas celebrações do dia fundador do exército do partido connacional, como "ação provocadora", "cenário de propaganda de armas nucleares", "preparativos para a guerra" e "você precisa cancelá-los agora mesmo".

Todos os fatos revelam que os conservadores sul-coreanos, irritados pelo servilismo pró-ianque e confronto fratricida, são traidores nocivos.

O problema do caso é a conduta ambígua e indecente das autoridades sul-coreanas que se movem de acordo com o estado de humor das forças conservadoras que tentam impedir a melhoria das relações N-S com seus atos conflitantes extremos.

Se continuarem a se comportar como o fazem agora, as perspectivas para a abertura bem sucedida dos Jogos Olímpicos de Inverno serão pioradas.

Quando isso acontecer, terão que assumir a responsabilidade, bem como os elementos conservadores.

A camarilha conservadora sul-coreana deve parar agora suas fofocas sobre o evento do partido connacional quando percebe que todos os coreanos, particularmente os militares e os habitantes da RPDC, estão muito indignados.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Revista Mundo Socialista - Coreia Popular


O selo Edições Nova Cultura disponibilizou em seu site o pdf da revista Mundo Socialista sobre a Coreia Popular, para a qual o Centro de Estudos da Ideia Juche - Brasil colaborou em 2015.

Baixe-o no NOVACULTURA.info: www.novacultura.info/mundosocialista

Sinopse: O primeiro volume da revista Mundo Socialista, publicação da Edições Nova Cultura, iniciativa tão necessária para a desmistificação da realidade dos países socialistas, completamente distorcida pela propaganda reacionária dos monopólios de imprensa estrangeiros e domésticos, trata do talvez país socialista mais difamado atualmente: a República Popular Democrática da Coreia. Este volume trata de alguns aspectos essenciais da história de luta do povo coreano contra os agressores estrangeiros japoneses - a luta armada contra o imperialismo dirigida pelo Presidente Kim Il Sung, os grandes levantamentos de operários e camponeses no país inteiro, etc. Traz também em suas páginas alguns artigos dos grandes líderes da Revolução Coreana - o Presidente Kim Il Sung e o Dirigente Kim Jong Il -, importantes para a compreensão da ideologia da RPDC e do Partido do Trabalho da Coreia, partido dirigente da revolução coreana, a Ideia Juche.